quarta-feira, 26 de março de 2008
Uma desgraça de cada vez, por favor
Bandinha boa tocando, baladinha no jeito... aí vem a sua amiga e confessa (depois de alguns copos, claro) que está na seca há 5 meses. E você que já estava quase se esquecendo que o cara com quem passou a última noite está a poucos metros com... outra! Duas situações constrangedoras ao mesmo tempo não dá.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Em cima do muro - Parte I
Fiquei surpresa quando ele me ligou perguntando se poderia dormir na minha casa naquela noite. Era uma quinta-feira e tínhamos nos conhecido na madrugada do sábado anterior na festa de uma amiga em comum. Os beijos daquele encontro tinham sido tão calientes que achei que levá-lo para cama seria divertido. Mas de manhã se despediu educadamente e não sugeriu nada que escandalizasse uma donzela.
Pois bem, disse sim na hora e em questão de minutos chegou. A desculpa era que teria que levantar cedo no dia seguinte para ir a um lugar mais próximo da minha casa que da dele. "Não precisa inventar nada", pensei, mas nem disse nada.
Corri para ajeitar mais ou menos o apartamento e não assustá-lo logo de cara até que ele chegou e meu deu um beijo mais ou menos. Fomos comer na esquina porque não tinha nada que prestasse na minha geladeira e entre um sorriso e outro esperava que se esquecesse que estávamos em um ambiente familiar e me agarrasse ali mesmo. Mas nada.
Só mesmo voltando é que conseguir arrancar um beijo e algunas cositas más. Antes de dormir transamos (porque era inevitável), mas me pareceu tudo tão mecânico... uma decepção. Virei para o lado e dormi profundamente até o dia seguinte... (continua)
O contador
Eu normalmente não faço perguntas se tenho medo das respotas. Tipo, o cara fala "eu saí ontem", não pergunto onde foi e nem com quem para não me decepcionar. Sinceramente, nesses casos eu prefiro a dúvida.
Mas teve uma vez que fiz uma pergunta idiota e recebi uma resposta que me tirou o sono. Já depois de ter rolado tudo (o que eu queria), estávamos relaxados na cama conversando sobre qualquer assunto banal quando pintou o tema de "manias e pequenas loucuras". Confessei minha característica mais freak: se estou sozinha tenho que dormir com pelo menos uma luz acesa, mas com máscara para que a claridade não atrapalhe meu sono (é, eu sei que sou louca).
Aí veio a idéia ridícula de perguntar "e vc F, tem alguma mania?" pensando que me contaria que tem um lado da cama preferido. Ele me respondeu tranqüilo "eu tenho a mania de contar as coisas". Como??? E aí me explicou que sempre que chega em algum lugar sai contando tudo: número de paredes, de móveis, de objetos, tudo o que encontra pela frente. E tem mais, ainda me disse que "por exemplo, quando eu olho para você tenho que contar o seu rosto: dois olhos, um nariz... e a conta tem que dar um número bom". Um número bom para ele é inteiro, como um 10, um 15, um 20... mas se não puder, tem que dar pelo menos um número par. E vale qualquer regra louca para chegar a um "número bom", como separar os elementos. "Se o nome da pessoa tem um número ímpar de letras eu não gosto, mas dá para salvar os que têm i, porque aí eu conto a letra separada do pingo"... hahaha
Sempre que o encontro, penso se não estará "contando o meu rosto", mas depois da primeira pegada esqueço tudo...
Mas teve uma vez que fiz uma pergunta idiota e recebi uma resposta que me tirou o sono. Já depois de ter rolado tudo (o que eu queria), estávamos relaxados na cama conversando sobre qualquer assunto banal quando pintou o tema de "manias e pequenas loucuras". Confessei minha característica mais freak: se estou sozinha tenho que dormir com pelo menos uma luz acesa, mas com máscara para que a claridade não atrapalhe meu sono (é, eu sei que sou louca).
Aí veio a idéia ridícula de perguntar "e vc F, tem alguma mania?" pensando que me contaria que tem um lado da cama preferido. Ele me respondeu tranqüilo "eu tenho a mania de contar as coisas". Como??? E aí me explicou que sempre que chega em algum lugar sai contando tudo: número de paredes, de móveis, de objetos, tudo o que encontra pela frente. E tem mais, ainda me disse que "por exemplo, quando eu olho para você tenho que contar o seu rosto: dois olhos, um nariz... e a conta tem que dar um número bom". Um número bom para ele é inteiro, como um 10, um 15, um 20... mas se não puder, tem que dar pelo menos um número par. E vale qualquer regra louca para chegar a um "número bom", como separar os elementos. "Se o nome da pessoa tem um número ímpar de letras eu não gosto, mas dá para salvar os que têm i, porque aí eu conto a letra separada do pingo"... hahaha
Sempre que o encontro, penso se não estará "contando o meu rosto", mas depois da primeira pegada esqueço tudo...
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