sexta-feira, 21 de março de 2008

Em cima do muro - Parte I

Fiquei surpresa quando ele me ligou perguntando se poderia dormir na minha casa naquela noite. Era uma quinta-feira e tínhamos nos conhecido na madrugada do sábado anterior na festa de uma amiga em comum. Os beijos daquele encontro tinham sido tão calientes que achei que levá-lo para cama seria divertido. Mas de manhã se despediu educadamente e não sugeriu nada que escandalizasse uma donzela.

Pois bem, disse sim na hora e em questão de minutos chegou. A desculpa era que teria que levantar cedo no dia seguinte para ir a um lugar mais próximo da minha casa que da dele. "Não precisa inventar nada", pensei, mas nem disse nada.

Corri para ajeitar mais ou menos o apartamento e não assustá-lo logo de cara até que ele chegou e meu deu um beijo mais ou menos. Fomos comer na esquina porque não tinha nada que prestasse na minha geladeira e entre um sorriso e outro esperava que se esquecesse que estávamos em um ambiente familiar e me agarrasse ali mesmo. Mas nada.

Só mesmo voltando é que conseguir arrancar um beijo e algunas cositas más. Antes de dormir transamos (porque era inevitável), mas me pareceu tudo tão mecânico... uma decepção. Virei para o lado e dormi profundamente até o dia seguinte... (continua)

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